terça-feira, 30 de agosto de 2016

Formula 1 em Cartoons - Max Verstappen (Pilotoons)

Quem diria, Max Verstappen ainda tem 18 anos e já fala como gente grande! Pois bem, apesar de já ter chegado à idade adulta, teve tomates suficientes para colocar Kimi Raikkonen - com quase o dobro da idade! - em respeito, e claro, causar controvérsia com o seu comportamento em pista, ao ponto de Niki Lauda - que tem idade para ser seu avô - o ter chamado à atenção.

E como Bélgica é o país do "Maeneken Pis", o pequeno garoto mijão de Bruxelas, o Bruno Mantovani fez um cartoon apropriado a isso.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Noticias: FIA vai analisar acidente de Magnussen

Vinte e quatro horas depois do acidente de Kevin Magnussen no Radillon belga, a FIA anunciou que irá investigar o acidente do piloto da Renault. A entidade que regula o automobilismo disse que irá ficar com o capacete do dinamarquês e o apoio da cabeça do monolugar, que saltou com o impacto, medido em... 42 G's.

A ideia de ficar com esses items é para perceber melhor a dinâmica desses acidentes e estudar a melhor forma de minimizar os danos no futuro.

Como é sabido, o piloto perdeu o controle do seu carro na volta seis, devido provavelmente à perda do apoio aerodinâmico quando passou pelo Eau Rouge. O impacto foi tal que a corrida teve de ser interrompida duas voltas depois, para que fosse devidamente reparada a barreira de pneus. Quando a Magnussen, foi levado para o hospital, onde se detectou um corte no tornozelo, que em principio, não deverá ser impeditivo de alinhar no GP de Itália, no final desta semana.

domingo, 28 de agosto de 2016

A(s) image(ns) do dia


Isto foi o que sobrou do Renault de Kevin Magnussen após o seu acidente no Radillon, na oitava volta do GP da Bélgica. O forte impacto do carro do filho de Jan Magnussen nas barreiras de proteção da pista fez lembrar outros grandes choques do passado, como por exemplo, os de Ricardo Zonta ou Jacques Villeneuve, em 1999, ou ainda antes, em 1993, quando Alessandro Zanardi também bateu forte naquela zona, durante os treinos do GP belga, e o fez levar para o hospital.

Magnussen teve sorte no impacto, pois bateu de traseira. E falo do fator sorte porque quando o carro bateu forte nos pneus, aquele dispositivo que o prende ao bacquet, mas que retirado, facilita a sua entrada, foi arrancado do seu lugar e projetado para longe. E para além disso, os braços da suspensão direita entraram dentro do chassis, mas felizmente não atingiram o piloto. Poderemos dizer que na aplicação prática do "crash test", o chassis passou com distinção.

No Twitter, o dinamarquês afirmou: "Obrigado pelas mensagens, pessoal! De volta a casa com um tornozelo dorido, mas estarei pronto para correr em Monza!" Esperemos que sim, pois é mais um trestemunho de como é que estes carros sobrevivem a impactos deste tipo.

Formula 1 em Catoons - Bélgica (Pilotoons)

Como diz o próprio Bruno Mantovani quando quis ilustrar este cartoon, você pode ter vários tipos de sorte. E estes dois foram os sortudos do dia (mais o Fernando Alonso)

Formula 1 2016 - Ronda 13, Bélgica (Corrida)

Depois de uma qualificação anormal, por causa das penalizações, a Formula 1 regressava à acção depois do seu mês de férias com algumas coisas interessantes de se ver. A penalização de Lewis Hamilton poderia fazer com que Nico Rosberg recuperasse a liderança do campeonato, que seria inevitável se o inglês não pontuasse neste domingo. Mas atrás dos (quase) inalcançáveis Mercedes, também teríamos de ver se os Red Bull iriam ser os segundos melhores - ou se preferirem, os melhores do resto - e conseguiriam superar os Ferrari, do qual estariam de novo num processo de renovação após a saída de James Allison.

E em termos de meio do pelotão, mesmo com as penalizações acumuladas de Fernando Alonso (que até parecia que iria largar de Amesterdão ou Colónia, passe o exagero) a colocaram-no à partida fora dos pontos, ver Jenson Button a conseguir um lugar na Q3 poderia indicar que a Honda estaria no seu processo de recuperação para chegar ao meio do pelotão. Ainda não dá para andar ao nível da Force India ou Williams, mas já começa a afastar-se de uma Toro Rosso ou da novata Haas, por exemplo.

Com isso tudo, as expectativas de corrida numa solarenga Spa-Francochamps (é raro, mas é verão!) poderiam ser algo sonolentas, se não fossem as trocas de pneus que se previam nas primeiras voltas da corrida, por causa dos compostos moles. Mas uma coisa que se aprende destes circuitos clássicos é que poderá haver sempre algo que perturbe a pacatez da corrida...

E foi o que aconteceu. A partida e as voltas seguintes do GP da Bélgica foram agitadas. As coisas começaram na primeira curva, em Eau Rouge, quando os Ferraris se desentenderam e bateram um com outro. Kimi Raikkonen foi o mais prejudicado que Sebastian Vettel, pois o carro ficou atravessado na pista, acabando por cair para o fim do pelotão. Mais adiante, mais colisões e furos, com Carlos Sainz Jr. a desistir em Les Combes, com uma asa quebrada e furo na traseira direita.

Max Verstappen tinha o bico da frente quebrado por causa da colisão com as Ferrari, mas atrás, Jenson Button andava tão lento que Pascal Wehrlein enfiou a sua frente na sua traseira por não ter travado a tempo. No final da primeira volta, tínhamos já três desistências e dois atrasos devido a danos. E em algumas equipas, os cabelos estavam já a ser puxados...

Mas nas voltas seguintes, os incidentes não pararam. Até à oitava volta, altura em que Kevin Magnussen perdeu o controle do seu Renault no Radillon, a colina imediatamente a seguir à Eau Rouge, batendo forte na barreira de pneus. Partes do carro foram arrancados com o impacto, mas o filho de Jan Magnussen, incrivelmente, saiu do que restava do carro pelo seu próprio pé!

Contudo, o Safety Car acabou por virar bandeira vermelha porque a barreira de pneus teria de ser devidamente reparada e isso não poderia acontecer com os carros a circular, mesmo andando devagar. E assim, os carros pararam nas boxes no final da nona volta. E nessa altura, a última fila era quarto (Fernando Alonso) e quinto (Lewis Hamilton). Sem terem trocado de pneus, diga-se.

Nas voltas seguintes, Hamilton aproximou-se dos da frente, passando Nico Hulkenberg na volta 18, pouco depois de Max Verstappen ter colocado Kimi Raikkonen em respeito, com o veterano finlandês a mandar mais uma das suas clássicas frases do Kimi em relação aos seus adversários...

Mas a partir daqui, as agitações acalmaram-se e a corrida entrou numa morroda que faria pensar no que isto teria sido, se não fossem os acidentes e as constantes trocas de pneus. Lewis Hamilton chegou ao terceiro posto e nunca conseguiu se aproximar de Daniel Ricciardo, quanto mais de Nico Rosberg - que nunca foi incomodado da primeira até à última volta, diga-se - enquanto que os Force India ficaram juntos na quarta e quinta posições, o seu melhor resultado de conjunto até agora, e a mostrar-se constantemente superiores à Williams.

E a ação nas voltas finais aconteceu a partir de Fernando Alonso. Conseguindo levar o seu carro ao sétimo posto, depois de ser passado por Sebastian Vettel, teve atrás de si uma luta entre os dois Williams e Kimi Raikkonen, que iriam ver quem ficariam com os lugares finais. Felipe Massa, que decidiu ficar demasiado tempo com os mesmos compostos, viu a sua posição degradar-se do sexto até quase perder o último lugar pontuável perante um Max Verstappen em carga, depois do acidente da primeira volta. Valtteri Bottas conseguiu vencer o duelo nacional com Kimi Raikkonen, mas não conseguiu apanhar Alonso, que os engenheiros da Williams julgavam que iria ser "um alvo fácil". Pois...

No final, Nico Rosberg comemorou a sua sexta vitória no ano, mas não alcançou o comando do campeonato, o que faz de Lewis Hamilton o grande vencedor desta corrida. O terceiro lugar fê-lo manter no comando do campeonato, e ele poderá não ter muitas mais penalizações, ao contrário de Nico, que nas oito corridas que faltam, deverá estar numa situação complicada num futuro próximo, que beneficiará sempre o seu companheiro de equipa. Daniel Ricciardo conseguiu um segundo lugar e exibiu uma bandeira australiana para comemorar no pódio, só para mostrar que em casa de Max, ele foi o rei. E ainda deu o seu ténis para que Mark Webber pudesse beber um gole de champanhe!

E no meio disto tudo, soubemos que Kevin Magnussen teve um tornozelo magoado, o que coloca em dúvida a sua participação no GP de Itália. E já sabem qual vai ser o assunto dos próximos dias...

sábado, 27 de agosto de 2016

Noticias: Nova penalização para Fernando Alonso

O fim de semana belga está a ser infernal para Fernando Alonso, pois os problemas que teve na qualificação belga fizeram com que tivesse de usar nova unidade de potência, logo, foi penalizado em mais... 35 lugares por isso. Pelo andar da carruagem, o piloto das Asturias vai largar de Bruxelas!

Basicamente, a razão pelos problemas neste sábado tem a ver com uma repetição do problema que sofreu nos treinos livres, Ou seja, uma baixa na pressão de óleo, e a Honda admitiu que foi um erro tentar correr a qualificação com o mesmo motor.

Yusuke Hasegawa, o chefe da Honda F1, afirmou: "Esta manhã, vimos uma baixa pressão no óleo, por isso tivemos de parar a sessão. Foram verificados os dados, e ajustamos a pressão do óleo. Nós pensamos que poderiamos assumir um risco na qualificação e fazer sem trocar o motor. Na realidade, o meu julgamento acabou por ser um erro e então, tivemos de mudar o motor para amanhã."

Claro, essa acumulação é apenas para esta corrida, e isso não vai mudar a posição na grelha para o piloto da McLaren. ele largará de último para a prova deste domingo. 

Formula 1 2016 - Ronda 13, Bélgica (Qualificação)

Depois de um mês de férias, onde o resto do mundo andou a ver os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, e a celebrar uma enorme quantidade de heróis, que nos vários palcos deram o seu melhor para alcançar a glória para si e para os seus países, os automobilistas observavam tudo contando os dias até que recomeçasse a máquina roladora da Formula 1, onde o duelo particular entre os Mercedes contra um resto do pelotão que se limitava a recolher os restos e esperar um dia como aquele de maio em Barcelona, onda ambos os Mercedes se autoeliminaram e deram tudo ao resto do pelotão.

Quando o pelotão foi de férias, Lewis Hamilton tinha recuperado o suficiente para ficar não só na liderança do campeonato, como também ficou com pontos suficientes para poder respirar tranquilo e começar a pensar no tetracampeonato, o terceiro seguido para o piloto inglês. Mas à chegada a Spa-Francochamps, ele descobriu que o seu carro tinha alcançado os seus limites em termos de motor e unidade de potência, o que significava que iria ter de partir do fundo do pelotão. Por outras palavras, neste fim de semana, Nico Rosberg tinha toda a vantagem e seria o favorito à vitória, restando a ele recuperar o mais possível e pontuar. E as mesmas punições passavam Fernando Alonso, Marcus Ericsson e Esteban Gutierrez, mas no caso do mexicano da Haas, a punição era apenas de cinco lugares...

Mas no pelotão havia novidades. A Manor aproveitou a pausa no campeonato para decidir dispensar os serviços de Rio Haryanto, porque... o dinheiro acabou, e no seu lugar veio o francês Esteban Ocon, que tinha um acordo aparentemente estranho, mas real: piloto de desenvolvimento da Mercedes, tinha sido emprestado à Renault para que ele se adaptasse à condução de um Formula 1 ao longo de alguns treinos livres durante esta temporada. Ele tinha feito isso na Hungria e na Alemanha, as duas últimas corridas do campeonato. Agora, e até ao final desta temporada, iria adaptar-se a um Manor, andando durante todo o fim de semana e tentar igualar-se ao seu companheiro de equipa, Pascal Wehrlein, que também é... piloto de desenvolvimento da Mercedes. 

É verdade... a Manor está a virar a equipa B dos Estrelas de Prata. Será que Banburry fica perto de Brackley?

Debaixo de um fim de semana tipico de verão... no sul de França ou Espanha (céu azul e 30 graus de temperatura), máquinas e pilotos preparavam-se para a qualificação. Já se sabia que a Q1 tinha três lugares preenchidos, queria-se saber quem ficaria com os outros lugares: os dois Manor? Os dois Renault? O outro Sauber? Os Toro Rosso? Ou outra surpresa? O primeiro a estar na pista era Esteban Ocon, o estreante que queria aproveitar o máximo que podia da pista, seguido depois pelo resto do pelotão.

A Q1 não teve grandes surpresas, com Lewis Hamilton a andar em ritmo de corrida e não se esforçar muito para passar à Q2, enquanto que os pilotos que colocariam as quatro rodas fora de pista na Radillon tinham os seus tempos anulados. Fernando Alonso tentou fazer os seus tempos, mas ficou parado na grelha pouco depois do Radillon, terminando ali a sua qualificação.

No final, com Felipe Massa a marcar o melhor tempo, Esteban Ocon, Daniil Kvyat e Felipe Nasr foram os que "ficaram a fava", ficando-se na primeira parte da qualificação. E em relação ao piloto russo, a sua desmotivação não pode ser toda a explicação por este tempo, pois os Toro Rosso estão também a regredir. Carlos Sainz Jr., por exemplo, conseguiu apenas o 15º tempo.

A Q2 começou com Wehrlein a ser o primeiro a sair de pista, mas depois queixou-se de problemas no seu carro e voltou às boxes sem marcar tempos. Nico Rosberg foi o primeiro, com pneus soft, fazendo 1.46,999 e marcando o tempo para o resto do pelotão. Praticamente ninguém o superou, e atrás, entre os que ficaram de fora da Q3 (com Button a aguentar-se na décima posição) ficaram os Haas de Romain Grosjean e Esteban Gutierrez, os Renault de Kevin Magnussen e Joylon Palmer, o Manor de Pascal Wehrlein e o Toro Rosso de Carlos Sainz Jr.

E na Q3, depois de Rosberg e Max, os Force India de Sergio Perez e Nico Hulkenberg, na sua pista-fétiche!

Começada a última parte da qualificação, Sergio Perez marca o seu tempo de 1.47,481, mas Vettel melhora com 1.47,296. Contudo, Rosberg pulveriza a concorrência com 1.46,744, com Verstappen a ficar logo atrás, a quase 150 centésimos. A parte final não houve grandes diferenças em termos de grelha, excepto na segunda fila, que ficaram para os Ferrari, com Sebastian Vettel a ser melhor do que Kimi Raikkonen.

E claro, na Bélgica, os holandeses, seus vizinhos, comemoram a primeira fila de Max!

Amanhã, com a problema dos super-macios (que provavelmente terão de trocar nas primeiras voltas) o GP da Bélgica será bem interessante de se seguir. E se acham que Nico Rosberg tem a vida facilitada, então não estão a ver que os Red Bull e os Ferrari estão mais perto do que imaginam. E o alemão começa a ter fama de péssimo largador... amanhã, há mais!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Formula 1 a caminho do acordo?

As noticias sobre a possibilidade dos direitos da Formula 1 - que pertencem à CVC Capital Partners - serem vendidos começa a ser bem real. Esta sexta-feira, surgiu uma noticia de que um acordo poderá estar prestes a ser alcançado. De acordo com o jornalista Mark Kleinman, da Sky, ele afirma que a Liberty Media, de John Malone, está prestes a chegar a um acordo com a CVC Capital Partners para ficar com a Formula 1. O preço? 8,5 mil milhões de dólares.

Os rumores sobre as negociações existem desde há mais de ano e meio e já teve as suas fases, tanto que quando Malone perdeu o interesse na Formula 1, decidiu comprar os direitos da Formula E por um valor não declarado. 

O mais interessante nesse acordo é que, caso este venha a acontecer, a Formula 1 iria ser listada na NASDAQ, o segundo índice bolsista de Nova Iorque, mais virado para a tecnologia. O que seria interessante, porque acordos anteriores - ou se preferirem, quando se pensou na ideia de colocar na Bolsa - a ideia era de ficar em lugares mais obscuros, como por exemplo, Singapura.

Kleiman fala que o papel de CEO da Formula 1 poderia ir para Chase Carey, um americano de 62 anos que está associado a Fox desde 1988, com passagens pela News Corp, de Rupert Murdoch. Aliás, Carey de quando em quando é falado como um possivel sucessor do próprio Murdoch, que tem mais ou menos a mesma idade de Bernie Ecclestone...

O que nos leva a pensar no seguinte: se o negócio for adiante, como é que vão reagir? Será que os novos donos vão ser como a CVC, que se limita a recolher os seus lucros e não interfere com o dia-a-dia da competição, ou terão outros planos nesse sentido? E será que Bernie Ecclestone terá uma palavra a dizer sobre todo este assunto? É sabido que caminha para os 86 anos e ele tem uma parte significativa do negócio, e claro, não sabemos se ele se esforçará para continuar no negócio ou vai gozar a reforma. E mais outra coisa: e as equipas? É certo que adoram agir como se fossem as donas do negócio, apesar de não o serem. Como reagirão se os eventuais novos donos terem ideias sobre o futuro?

Questões ainda sem resposta, neste momento. E claro, nada garante que este vá acontecer. O interesse público existe, agora vamos a ver como é que esta história irá acabar.

As penalizações de Spa-Francochamps

Bastou chegarmos à corrida numero 13 do campeonato que as penalizações chegaram em força no pelotão da Formula 1. Depois de ontem Lewis Hamilton ter trocado de motor e da sua unidade de energia, que o fez perder 30 posições - e não 15, como se tinha falado inicialmente - a McLaren anunciou que Fernando Alonso terá todos os seus componentes trocados, fazendo com que penalize em 35 lugares (!). Provavelmente ambos largarão de Liége ou algo assim...

Mas também há mais penalizações: o sueco Marcus Ericsson será penalizado em dez lugares por troca do seu turbo, e está no seu limite de motor, pois agora vai começar a usar o quinto na sua temporada.

Pode-se dizer que, com estas penalizações todas, o fundo da tabela em Spa já tem dono...

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A imagem do dia

Ken Tyrrell morreu, faz hoje 15 anos. O "lenhador", que foi um construtor relutante, tornou-se num nome estabelecido por 29 temporadas (1970-98), com grandes pilotos nas suas fileiras, desde Jackie Stewart a Jos Verstappen, passando por outros como Patrick Depailler, Ronnie Peterson, Didier Pironi, Michele Alboreto, Stefan Bellof, Jean Alesi, ou Mika Salo.

Tyrrell, que tinha um negócio de lenha e era piloto de Formula 3 nas horas vagas, meteu-se no negócio do automobilismo no inicio dos anos 60, primeiro na Formula Junior, e no final da década, na Formula 1. E a pessoa que o fez meter nisto era um escocês franzino, com dislexia, mas com enorme talento chamado Jackie Stewart. Em 1968, Tyrrell tinha direito aos motores Cosworth DFV V8, mas não tinha chassis. Surgiu a hipótese de ficar com a gestão da francesa Matra, e chegou a um compromisso: o escocês ficava o V8, e o seu companheiro de equipa, o francês Jean-Pierre Beltoise, ficava com o V12 francês.

Stewart nunca gostou do motor V12 da Matra por achar demasiado fraco. Adiou o que mais podia para provar que tendo os motores ingleses, iria ser campeão do mundo. No final de 1969, quando alcançou o topo (com folga) com o V8 inglês, os franceses o queriam a usar o V12, Tyrrell e Stewart decidiram correr em 1970 com o chassis da March.

Mas Tyrrell e Stewart fartaram-se de andar com a casa às costas. Tinham o melhor motor do mercado, mas precisavam de alguém para construir um chassis. O terceiro elemento nesta história é Derek Gardner, um engenheiro aeronáutico que decidiu pegar num 701 para construir o que viria a ser o chassis 001. E a partir dali, houve um período onde Tyrrell e Stewart dominaram, com dois títulos mundiais.

O auge desse período pode-se dizer que aconteceu em 1973. Tudo estava a acontecer como queriam. O modelo 006 era um dos melhores do pelotão, um dos dois que conseguia derrotar o modelo 72 da Lotus (o outro era o M23 da McLaren), e a dupla de pilotos era a segunda encarnação de "Batman e Robin" com Stewart e o seu escudeiro, o francês Francois Cevért. E Stewart chamava a Tyrrell, (que também era fanático por cricket) de "tio Ken". Mas o escocês chamava-o também de "pai Ken", por causa do modo carinhoso como todos eram criados naquela equipa.

Tudo acabou a 6 de outubro daquele ano, quando Francois Cevért morreu nos treinos do GP dos Estados Unidos. Stewart retirou-se e Ken Tyrrell não mais venceria mundiais. Ganhou corridas e apresentou chassis memoráveis (o Projeto 34 é o melhor de todos), mas a aura daqueles tempos não mais voltaria.

WRC: Lappi admite conversações com a Toyota

Esapekka Lappi é um dos pilotos interessantes da nova geração. Desde que ele se mostrou ao mundo, especialmente na segunda categoria do WRC, que muitos o seguem e estão interessados nos seus serviços. Piloto oficial da Skoda, fala-se desde o inicio do ano que a Citroen poderá estar interessada nele, mas a Toyota também, ao lado do seu compatriota Teemu Sunninen, que gostaria que experimentasse um dos seus carros antes da sua estreia no Mundial de 2017.

Em entrevista ao site oficial do WRC, Lappi disse que os rumores têm fundo de verdade: 

"Há rumores, sim. Eu posso dizer que eu nunca dirigi qualquer carro do WRC, mas eu estive na oficina. Portanto, eu creio que deve ser daí de onde é que os rumores vêm, eu creio. Eu visitei as oficinas da Toyota, e é uma opção, podemos dizer. Eu só quero fazer um evento de cada vez e concentrar-me nisso. Não importa qual é o resultado, não penso no campeonato. Se acontecer, acontece, e se não acontecer, não me importo. Isso não muda o meu futuro", contou o finlandês em declarações captadas pelo diariomotor.es.

Lappi, de 25 anos (nascido a 17 de janeiro de 1991), teve recentemente no Rali da alemanha a sua melhor classificação de sempre, ao terminar na sétima posição. Campeão do ERC em 2014, e terceiro classificado no WRC-2 no anos seguinte, o piloto finlandês tem sido fiel à Skoda desde 2013, com algumas excepções. Esta temporada, conseguiu até agora doze pontos no campeonato, que o colocam na 14ª posição da geral, mas já tem duas vitórias na sua classe.

Youtube IndyCar Calendar: O calendário para 2017

A IndyCar divulgou esta tarde o calendário para a próxima temporada, onde ganha mais uma corrida com a oval de Gateway, em St. Louis. Nestas 17 provas, o inicio e o fim mantêm-se em relação a 2016, começando a 12 de março em St. Petersburg e a terminar a 17 de setembro, em Sonoma.

Ao todo, nestas 17 provas, haverá seis ovais e onze provas em circuitos citadinos e de estrada, em sítios como Long Beach, Road America, Mid Ohio, Barber Park e Watkins Glen, entre outros. A única saída da competição das fronteiras americanas continuará a ser em Toronto, adiando para mais algum tempo a hipótese de correr noutros lados.

As 500 Milhas de Indianápolis irão acontecer a 28 de maio. 

Eis o video de apresentação do calendário de 2017.

Noticias: Hamilton penalizado em Spa

Parece que Nico Rosberg tem o caminho aberto para a pole-position... pelo menos. É que apesar de não haver confirmação oficial - isso poderá acontecer ainda hoje - Lewis Hamilton já disse à imprensa internacional que colocará o sexto turbo e uma nova unidade de energia MGU-H no treino livre de amanhã, o que fará com que seja penalizado em 15 lugares na grelha de partida de Spa-Francochamps.

Segundo sei vou ser penalizado este fim de semana, claro que discuti as penalizações mas tudo farei para minimizar o seu impacto", coneçou por dizer o piloto inglês, atual líder do campeonato. "Aparte disso, espero continuar com o embalo que trago desde a paragem de verão. Para esta corrida, vencer é o objetivo, mas é muito, muito difícil, estamos no terceiro ano de evolução e a Red Bull e Ferrari são rápidas. Será mais difícil que o ano passado, esta corrida trata-se apenas de minimizar a penalização.”, concluiu.

É a primeira grande novidade deste GP da Bélgica, que vai acontecer este fim de semana em Spa. E quanto a penalizações, o inglês já disse antes que poderá não ser a única que poderá sofrer nesta temporada, dado que ele já admitiu que o motor poderá ser trocado a partir de Monza, quebrando o limite de cinco motores que as equipas podem usar em cada temporada.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Noticias: Agag quer mais duas equipas na Formula E

Alejandro Agag acredita que dentro de dois anos, haverá mais duas equipas na grelha de partida da competição, mas para que tal aconteça, só o vai permitir quando os carros elétricos aguentarem uma corrida inteira. São essas as declarações do líder da competição que foram publicadas esta quarta-feira na imprensa internacional.

Temos um acordo com as equipas para manter o número em dez enquanto estivermos a correr com dois carros por piloto. Quando apenas tivermos um carro na quinta temporada, cabe-me a mim decidir se deixamos entrar mais duas equipas para elevar o número de presenças para 12. Neste momento ainda não decidimos se iremos ou não fazê-lo. Obviamente para as equipas que já fazem parte do campeonato elas prefeririam que tal não acontecesse, porque assim mantêm o seu valor. Mas temos capacidade para fazer crescer esse número, portanto temos que refletir e discutir o assunto com os nossos atuais parceiros”, disse o promotor.

Nesta nova temporada, haverá duas novas equipas, é verdade (a Techeetah e a Jaguar), mas estas entraram agora depois de adquirir na última temporada os patrimónios das marcas que existiam antes, respectivamente, a Aguri e a Trulli GP.

Agag já disse que o objetivo da competição é que a partir da quinta temporada, os carros tenham energia suficiente para que façam uma corrida inteira, em vez de trocar de carro a meio de cada corrida, e as equipas tenham o fardo de ter de sustentar quatro carros por cada fim de semana de competição. 

Os pensamentos de António Félix da Costa

Parece que viver com a ideia do que poderia ter sido não é fácil. E por vezes, quando há uma oportunidade para desabafar sobre isso, não se enjeita tal ideia. Toda a gente conhece mais ou menos o que faz a Red Bull com os seus pilotos da formação, que por vezes se transformam em autênticos "carne para canhão". Mas no caso de António Félix da Costa, nem foi o típico piloto que foi lá e foi "triturado", mas sim o piloto ao qual lhe prometerem uma chance e não lhe deram. E embora o piloto português, que fará 25 anos na semana que vêm, continua a sua carreira no DTM e na Formula E, correndo e vencendo, ele ainda pensa no que poderia ter acontecido se tivesse ido para a Formula 1.

"Eu tento realmente abstrair-me do fato de que eu não estou lá", começou por dizer numa entrevista publicada hoje na Motorsport.com "Mas eu estou agora a fazer comentários para a Formula 1 em Portugal [no Eurosport Extra 2], e é realmente difícil quando eu olho para eles. A maioria deles é muito talentosa, mas há outras pessoas por lá onde eu já corri com eles e os venci. E eu vejo-os realmente indo bem por lá", continuou.

"Eu sei que eu poderia ter ido bem lá, mas há uma diferença entre fazer bem e ser campeão do mundo. Eu tenho trabalhado a minha mente para abstrair-me disso. Mas há alguns dias em que eu me sinto melhor do que outros, vamos colocá-lo assim". 

Contudo, o piloto de Cascais afirma que a sua ligação à BMW o colocou a correr noutras categorias onde pode continuar a demonstrar o seu talento, como na DTM e na Formula E, onde é piloto da Andretti, que tem um acordo de colaboração com a construtora alemã. 

"Você sabe que a carreira de um piloto de corrida não é sobre se você não ir para a Formula 1, logo eu tenho a sorte de trabalhar com um fabricante [BMW], que é conhecido em Portugal, Alemanha, Malásia, Tailândia - de muito prestígio para mim e disso, eu não posso reclamar", declarou.

Sobre o piloto que acabou por ser o seu substituto, o russo Daniil Kvyat, Félix da Costa diz coisas boas sobre ele e espera que recupere dos seus problemas pessoais, especialmente depois da sua despromoção da Red Bull para a Toro Rosso, em abril.

"Daniil é uma pessoa super talentosa, mas quando você coloca estes jovens na Formula 1 e eles não estão prontos - e não falo apenas sobre Daniil mas poderia até mesmo colocar o Carlos [Sainz] e o Max [Verstappen] na mistura, eu poderia colocar todos esses jovens rapazes que se juntaram à Formula 1 - é bom quando tudo está bem, é super fácil lidar com uma boa pressão. Mas assim que você tem um problema, torna-se difícil e você vê todos estes jovens a sofrer um pouco mais do que os estabelecidos. O que é normal, mas o Daniil fez coisas muito boas na Formula 1, especialmente na sua temporada de estreia, que foi muito impressionante contra o JEV [Jean-Eric Vergne]" comentou.

"Eu acredito que ele merece uma chance decente. Eu não acho que aquilo que fizeram estava certo, mas agora está feito e o que agora ele precisa é de lidar com ela, e ver se ele é forte o suficiente. Eu espero que ele seja, eu o conheço bem, eu ainda falo com ele. E eu espero que ele se erga disto", concluiu.