sexta-feira, 25 de maio de 2018

CNR: Apresentado o Rali Vidreiro

O rali Vidreiro/Centro de Portugal foi apresentado no final desta sexta-feira no Salão Nobre da Câmara Municipal da Marinha Grande, e o seu grande objetivo este ano é de homenagear o Pinhal do Rei, afetado pelos incêndios do passado dia 15 de outubro. É essa a missão da organização da prova, a primeira em asfalto no campeonato português de ralis (CPR). Perante um salão cheio, o Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG), apresentou um rali sem grandes alterações, apenas nas passagens por São Pedro de Muel (na sexta-feira) Pinhal de Rei (no sábado) para poder apanhar o máximo de mata não afetada pelos incêndios.

Com o seu começo - e fim - em São Pedro de Muel, o rali terá nove especiais, começando na sexta-feira com uma dupla passagem por São Pedro de Muel e a super-especial no Centro da Marinha Grande. No sábado, haverá duplas passagens por Mata Mourisca e Pinhal do Rei e Assanhas da Paz (que terá uma final mais longa do que no ano passado), uma passagem dupla de São Pedro de Muel, com a variante da passagem pela ligação na estrada de São Pedro.

Depois da intervenção da presidente da câmara municipal da Marinha Grande, que elogiou a capacidade organizativa da CAMG de fazer a prova uma marca representativa a região, da entidade organizadora e do organizador, que referiu o facto de ser importante o rali passar pelo Pinhal do Rei, menos de um ano depois dos incêndios que afetaram a zona.

"Queremos agradecer a todas as autoridades e à Câmara Municipal pelo esforço que fizeram para permitir que continuássemos a realizar o nosso rali neste espaço que nos diz tanto, como é o caso do Pinhal do Rei. As nossas matas sofreram muito este ano, perdemos aqui algo importante e todos nós sentimos isso. Mesmo por isso, é importante que este ano o rali se realize no interior das matas", disse Nuno Jorge, o presidente do CAMG.

Pedro Meireles, o vencedor do ano passado, elogiou a organização pela sua capacidade, pelo tributo feito às matas afetadas pelos incêndios e espera repetir a vitória este ano. "É com enorme prazer que volto a marcar presença nesta prova. Felizmente, ao fim de muitos anos, consegui vencer no ano passado o que é um bom tónico para este ano fazer um bom resultado. Estou ansioso que o rali comece para poder desfrutar de todos os momentos", afirmou o piloto do Skoda Fabia R5.

A imagem do dia

Salt Walther morreu naquele dia. Não, não é aquilo que vêm na sua biografia (ele morreu em dezembro de 2012, quase 40 anos depois do seu acidente), mas a sua vida acabou a 26 de maio de 1973, em Indianápolis, envolvido na carambola de doze carros na partida das 500 Milhas daquele ano. Ver na foto aqueles pés saindo do seu cockpit cortado a meio impressiona, mesmo para aqueles que viram muitos acidentes deste tipo.

Walther tinha na altura 25 anos. Tinha começado a sua carreira na motonautica - Salt era o seu apelido, verdadeiro nome era David Walther - e em 1973 era a sua segunda participação nas 500 Milhas, a bordo de um McLaren-Offenhauser. Na partida, o carro de Steve Krisloff teve problemas nos primeiros metros e uma espécie de engarrafamento acontecia quem vinha atrás, mais veloz do que ele. Todos foram para a direita, incluindo Walther, que acabou por tocar no carro de Jerry Grant, e no toque, o seu carro voou e cortou parte da rede de proteção, cortando um dos postes ao meio. E foi nesse impacto que perdeu o seu nariz, deixando à vista as pernas.

Walther acabou de cabeça para baixo, mas foi retirado por equipas de segurança e pilotos como Wally Dallenbach Sr., vivo, mas em estado critico, pois ficou com queimaduras em 40 por cento do seu corpo. Os dedos da sua mão esquerda foram parcialmente amputados (e a partir dali, usou uma luva preta), e a sua mão direita foi esmagada, mas recuperou com cicatrizes visíveis e os dedos posicionados de forma permanente para segurar um volante.

Walther voltou a competir em 1974, e durante a década seguinte, andou frequentemente na USAC e depois, na CART, com um nono lugar como melhor resultado em 1976, numa corrida encurtada devido ao mau tempo... como em 73. Mas o estrago estava feito.

Depois do acidente, Walther ficou viciado em analgésicos, nomeadamente dilauida. A sua carreira ficou interrompida por mais de uma década, depois de ter falhado a qualificação em 1980, e para piorar as coisas, as suas origens e a sua conduta pessoal - era considerado como um playboy arrogante que corria com o dinheiro do seu pai e um vaidoso que era o pior inimigo dele mesmo - não ajudaram muito. 

A última década da sua vida foi uma descida aos infernos: as dificuldades em largar o seu vicio e os problemas legais - não pagava a pensão ao seu filho, e as dividas tinham sido acumuladas até atingirem os vinte mil dólares em 2007. Entre 1998 e 2007, entrou e saiu da prisão por três vezes, e chegou até a fugir da policia por violar os termos da sua liberdade condicional. A sua última sentença, em novembro de 2007, resultou em três anos de prisão.

Acabaria por morrer aos 65 anos, a 27 de dezembro de 2012. Mas provavelmente a sua vida acabou muito tempo anos, naquele dia de maio de 1973.

ERC: Aloísio Monteiro regressa na Acrópole

Depois de uma ausência no Rali Canárias, Aloísio Monteiro regressa ao Europeu de Ralis a bordo do seu Skoda Fabia R5 com o objetivo de continuar a evoluir no Skoda Fabia R5. Na prova estão inscritas 34 equipas, entre as quais 15 viaturas da categoria R5. 

Reconhecendo as dificuldades que vai encontrar pelo facto de não conhecer o traçado, o piloto do Porto, navegado por André Couceiro, acredita nas possibilidades de um bom resultado. 

Estamos de volta. Nos Açores mostrámos uma boa evolução ao longo do evento e os tempos acabaram por aparecer. A concorrência neste Europeu é muito forte, por isso, temos de fazer um rali competente e consciente das nossas limitações ao nível do conhecimento do traçado”, começou por dizer o piloto apoiado pela ARC Sport.

Penso que podemos sair da Grécia com um bom resultado se soubermos gerir a mecânica ao longo dos quilómetros das duras especiais. Tanto eu como o André Couceiro teremos de efetuar todo um esforço adicional durante os reconhecimentos e prova para conseguir completar com sucesso este desafio”, concluiu.

O rali da Acrópole, terceira prova do Europeu de Ralis, terá doze especiais no total de 887,72 quilómetros, 237,89 quilómetros dos quais em percursos cronometrados.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

GP Memória - Mónaco 1998

Duas semanas depois de terem corrido em Espanha, a Formula 1 rumava para o principado, na sexta prova do Mundial de Formula 1. Num duelo entre Michael Schumacher de Mika Hakkinen, onde o finlandês ganhava de três corrida a uma (mais uma prova vencida por David Coulthard), os McLaren eram os claros favoritos à vitória. Aliás, à chegada ao Mónaco, Hakkinen tinha doze pontos de avanço sobre o alemão da Ferrari.

Depois de duas sessões de treinos, o melhor foram os McLaren: Mika Hakkinen foi melhor do que David Coulthard, com Giancarlo Fisichella a ser melhor que Michael Schumacher, ficando com o terceiro lugar na grelha de partida. Heinz-Harald Frentezen era o quinto, no seu Williams, na frente de Alexander Wurz, no segundo Benetton. Eddie Irvine era sétimo, na frente do Arrows de Mika Salom que surpreendia o pelotão, e a fechar o "top ten" estavam o Sauber de Johnny Herbert e o Prost de Jarno Trulli.

Ricardo Rosset não conseguiu qualificar pela segunda vez consecutiva o seu Tyrrell.

Na partida, os McLaren sairam perfeitamente, com Fisichella a ficar em terceiro, na frente de Schumacher. Os carros afastaram-se do resto do pelotão, enquanto Irvine conseguia passar Frentzen para ser quinto... de um forma pouco ortodoxa, batendo nele. Irvine safou-se, o alemão da Williams, não. Pouco depois, na volta 18, o motor de Coulthard explodiu e Fisichella era segundo.

Schumacher parou primeiro, na volta 30, para reabastecer, com Fisichella logo depois. Mas o alemão foi melhor e ficou na frente, indo atrás de Alexander Wurz, que ainda não tinha parado. Eventualmente, Schumacher apanhou-o e tentou passá-lo ao pé do gancho do hotel Loews, mas Wurz resistiu e ambos tocaram-se. Schumacher ficou com danos e arrastou-se até às boxes, e quando voltou à pista, perdeu três voltas para o líder. Quanto a Wurz, não foi longe: um acidente bem forte à saída do túnel deixou o carro todo destruído.

Depois disto, não houve grande coisa até ao final. Jean Alesi andou muito tempo no quarto lugar, até ter problemas com a caixa de velocidades e retirar-se, na volta 72.

No final, Mika Hakkinen venceu pela quarta vez na temporada, com Fisichella em segundo e Irvine em terceiro. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram Mika Salo, no seu Arrows, Jacques Villeneuve, no seu Williams, e Pedro Diniz, no segundo Arrows.  

A imagem do dia

Arrepia, não é? Mas o mais incrível é que viveu mais algum tempo depois disto. Eu falei no inicio do dia sobre o que foi esta corrida de 1973, uma das mais polémicas da história das 500 Milhas - em paralelo com as edições de 1976, 82, 92 e 95, creio eu.

Nunca houve - nem antes, nem depois - uma corrida que durasse três dias, de ameaças de cancelamento por parte de... oficiais de saúde locais porque as condições se tinham tornado insalubres. De acidentes nos metros iniciais, de chuva intensa e persistente, que durou alguns dias, e claro, os acidentes. De Salt Walther, que praticamente acabou a sua carreira e a sua vida (acabaria por morrer quase 40 anos depois, em 2012, mas isso merece outra história) e claro, Swede Savage.

Savage, como vêm nesta imagem, luta pela vida. Sobreviveu, com queimaduras graves em 20 por cento do corpo, mas uma infeção no sangue acabou por o matar 33 dias depois, a 2 de julho, quando tinha 26 anos de idade. Potencial para vencer a corrida, tinha, pois era segundo e iria ficar com a liderança, pois à frente dele, Al Unser Sr. iria parar para reabastecer quando algo - ou quebra no eixo ou uma mancha de óleo - causou o seu despiste e colisão com o guard-rail.

Passados 45 anos, as imagens do acidente ainda arrepiam. E quando pensas o que foi aquele ano em termos automobilísticos, custa a crer como é que foi e como podiam ver, fim de semana sim, fim de semana não, um piloto a morrer desfigurado ou queimado em acidentes absolutamente horríveis.

WRC: Meeke despedido da Citroen

A Citroen dispensou os serviços de Kris Meeke, depois da sua participação no Rali de Portugal ter acabado com um acidente. Aliás, a justificação dada pela marca francesa para o seu despedimento é "o excessivo numero de acidentes".

"Devido a um número excessivamente elevado de acidentes, alguns dos quais foram particularmente graves e que poderiam ter tido sérias consequências em termos de segurança da tripulação", justificou a marca francesa no seu comunicado oficial, acrescentando que "os riscos que Meeke assumiu não eram justificados pelas apostas em jogo", continuou.

Pierre Budar, o diretor de equipa, afirmou que a decisão foi dificil, mas a mudança foi feita devido a questões de segurança. "Esta não foi uma decisão fácil de tomar porque afeta um piloto e um co-piloto, mas é em grande parte fundada em questões de segurança que vêm sob minhas preocupações como diretor de equipa. Por conseguinte, escolhemos tomar essa decisão como medida preventiva".

O melhor resultado de Meeke nesta temporada foi um terceiro lugar no México, e neste momento é sexto classificado na geral, com 43 pontos. Quanto a substituto, apesar de alinhar com Craig Breen e Mads Ostberg, no caso do piloto norueguês, é a tempo parcial, com o norueguês a participar agora nas próximas duas provas, depois de ter regressado à equipa em Portugal.

Quanto a Sebastien Loeb, o piloto nove vezes campeão do mundo só irá aparecer mais uma vez na temporada, em Espanha, logo, há uma chance de chamar Stephane Lefebvre "à primeira divisão", pois alinha este ano com um C3 R5.

A decisão não é nova na Citroen. Em 2017, Meeke tinha sido dispensado do Rali da Polónia "para poder refletir", depois de excessos durante a temporada, apesar de ter vencido duas provas nessa temporada, no México e na Catalunha. Ao todo, o piloto de 38 anos (nasceu a 2 de julho de 1979) já venceu cinco provas desde 2013, altura em que começou a colaborar com a marca do "double chevron".

A(s) image(ns) do dia








Antes dos treinos livres, uma "sessão nostalgia" no Principado para celebrar a única dupla vencedora "pai e filho" por lá. Keke Rosberg, muitas vezes injustiçado pelos adeptos pelo modo como ganhou o Mundial de 1982 e relegado a um plano secundário por tudo o que fez nos anos 80, especialmente na Williams, e o seu filho Nico Rosberg, três vezes vencedor no Principado e campeão em 2016, deram uma volta juntos nos carros que os fizeram campeões. 

Na linha de meta, ambos foram congratulados por Chase Carey e o Principe Alberto II do Mónaco, e eles, de facto, são ilustres cidadãos da cidade-estado. Rosberg pai vive desde meados dos anos 80 e Rosberg filho vive ali desde criança. Não são cidadãos monegascos, mas quase poderiam ser, pois conhecem bem aquelas ruas.

No final, o público aplaudiu a sua presença, reconhecendo a contribuição. É o que interessa, mais do que falam os críticos. 

Youtube Formula 1 "Classic": A volta que ninguém viu

E se disserem que nunca existiu a filmagem da volta canhão de Ayrton Senna? Sim, é verdade. Não existiu. Nas filmagens reais dessa sessão de treinos - podem pesquisar no Youtube - o realizador atualmente seguiu a volta de uma das Arrows - Derek Warwick ou Eddie Cheever, não se sabe - e eles não conseguiram apanhar para a posteridade aquela que foi das melhores voltas de sempre de um piloto de Formula 1 em qualificação.

Então, o que se fez, trinta anos depois? A McLaren colocou um video do F1 2017, tirou o Murray Walker da reforma (ele tem 94 anos!) e pediu-o para comentar a tal volta que não foi filmada, em tributo ao seu aniversário. E ficou assim.

Ah, e a "tal" volta que é mostrada no "Senna", é de 1990, só para vos esclarecer.

Youtube Motorsport Classic: Indianápolis 500, 1973



Vai fazer agora 45 anos sobre uma das corridas mais atribuladas da história das 500 Milhas de Indianápolis. Uma prova que durou três dias, matou dois pilotos e um mecânico, e marcou para sempre na história do automobilismo. 

Primeiro, a chuva no dia da corrida, segunda-feira, 28 de maio, fez adiar a prova por quatro horas, das onze da manhã para as três da tarde, e na largada, uma carambola de onze carros, começada por Salt Walther, causou a confusão na grelha. Pilotos e espectadores ficaram feridos - Walther foi o pior de todos - e a prova foi adiada para o dia seguinte, dar tempo para que se pudesse fazer as reparações e continuar a corrida.

Mas na terça-feira, a chuva fez das suas, com precipitação para o resto do dia, e novo adiamento para quarta-feira, 30 de maio. Aí, o céu estava limpo e a prova arrancou, continuando até que Swede Savage - um protegido de Dan Gurney, mas naquele ano corria com Vince Granatelli - sofreu outro acidente horrível na volta 59, quando seguia no segundo posto, atrás de Al Unser Sr. O acidente causou a destruição do seu carro e ferimentos graves no piloto californiano, que por incrivel que pareça, sobreviveu ao acidente, que desintegrou o seu carro, e o posterior incêndio, graças ao fato que usava na altura. 

E na confusão do salvamento, um veículo de socorro atropelou mortalmente o mecânico Armando Teran, que cuidava do carro de Graham McRae. As reparações duraram hora e meia, antes de recomeçar.

Quando a prova chegou à volta 129, mais de metade da corrida, a chuva fez das suas, interrompendo-a quatro voltas depois, desta vez de vez, uma prova que os jornalistas já chamavam de "72 Horas de Indianápolis". Gordon Johncock foi declarado vencedor, e o ambiente estava de tal forma abatido que o jantar da vitória tinha sido cancelado e a equipa comemorou comendo hamburgeres num restaurante local. 

Savage acabaria por morrer mês e meio depois, a 2 de julho. E não foi dos ferimentos, mas sim de uma hepatite, que lhe causou uma septicémia fatal. 

Aqui meto não um, mas dois videos, dos acidentes, Em cima, o acidente da partida, e depois, o acidente de Savage, que tinha acabado de reabastecer e perdeu o controle do seu Eagle na curva 4, com a confusão a seguir. Tudo comentado pela voz do lendário Jim McKay, da ABC, e dos comentários de outra lenda, Chris Economaki... e de Jackie Stewart, que esteve nos dois primeiros dias, antes de partir para correr no GP do Mónaco, no final da outra semana. 

quarta-feira, 23 de maio de 2018

A imagem do dia

Ayrton Senna comemora mais uma vitória, nas ruas de Monte Carlo, na objetiva de Paul-Henri Cahier. Provavelmente não foi a mais épica das suas vitórias, mas foi aquela que lhe deu o título que era de Graham Hill: o de "rei no Mónaco", o maior vencedor nas ruas do Principado, desde 1929.

Contudo, há fatores interessantes desse dia. Senna não dominou essa corrida - herdou-a. Herdou-a da penalização de Alain Prost à partida e dos problemas que Michael Schumacher teve no seu Benetton, pois caso contrário, poderia ter ficado com o lugar mais baixo do pódio e ter ficado para sempre empatado com Graham Hill.

Mas a testemunhar no pódio estava o filho dele, Damon. Aos 32 anos, era "rookie" na Williams e conseguia ali o seu terceiro pódio da sua carreira, e via o recorde do seu pai cair. Curiosamente... nunca ganhou lá, tivemos de esperar até 2014 para ver o primeiro filho vencedor de um pai vencedor, neste caso Nico Rosberg, filho de Keke. Mas Damon sempre disse que o título estava bem entregue, de alguém que ao longo desses anos, sempre se sentiu em casa e sempre deu espectáculo naquelas ruas. Deu na primeira vez que andou, à chuva, e nove anos depois, da última vez que lá esteve. No lugar mais alto do pódio.

Vinte e cinco anos depois, o seu recorde irá durar por, provavelmente, mais uma geração. Nico Rosberg venceu três vezes seguidas antes de se retirar, e Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Fernando Alonso tem ambos duas vitórias. E os três já chegaram à casa dos trinta anos. Ou seja, não há muito tempo pela frente para os três, a não ser que os vejamos correr na próxima década. E quantos dos que, na grelha de partida do próximo domingo, não serão futuros vencedores?

Em suma, este é um recorde que vai permanecer para além das vidas e das gerações.

Youtube Motorsport Classic: Indianápolis 500, 1968


Há meio século, as 500 Milhas de Indianápolis eram o ponto alto da temporada americana, e onde os europeus iam ali para correr em busca dos dólares. A Lotus tinha apresentado o seu modelo 56 de Turbina, e era considerado como o favorito, mas após uma qualificação atribulada pelas mortes de Jim Clark e Mike Spence, os carros tinham chegado à frente graças a Joe Leonard e Art Pollard. E claro, Graham Hill.

Ao longo de 41 minutos, eis o resumo do que foi esta corrida, onde Bobby Unser conseguiu levar a melhor sobre esses carros a turbina. Narrado pelo lendário jornalista Jim McKay, vê-se todos os momentos decisivos desta corrida.

terça-feira, 22 de maio de 2018

A imagem do dia

Na foto, Max Cohen-Olivar, a bordo do Porsche 908/2 da André Wicky, nas 24 Horas de Le Mans de 1971. O piloto fazia ali a sua estreia na maior prova de Endurance, aos 27 anos de idade (tinha nascido a 30 de abril de 1945), e à quinta hora, rolava entre os cinco primeiros classificados, entre os Porsche 917 de 5 litros e os Ferrari 512, na mesma cilindrada. Mas acabou por não terminar a corrida.

Primeiro detalhe exótico: Cohen-Olivar era marroquino. E acabaria por entrar na historia das 24 Horas de Le Mans como sendo um dos nove pilotos que participaram em mais de vinte edições da competição, ao lado de pilotos como Henri Pescarolo, Francois Migault, Claude Ballot-Lena e Bob Wollek, entre outros. Mas os seus resultados foram modestos: dois décimo-segundo lugares, um em 1982 num Lancia Beta Montecarlo, e outro em 2001, num Porsche 911 GT3.

A sua carreira foi longa. Mais de 50 anos a correr - a sua primeira prova foi em 1962 - e competitivo até recentemente. Em 2016, no circuito Moulay El Hassan, em Marrakech, venceu duas provas do campeonato nacional, num protótipo Funyo da classe CN. Aos 71 anos de idade!

Cohen-Olivar participou em várias provas, sobretudo de Endurance, nos anos 70, 80 e 90, e correu em carros como o 956 e o 962, que sempre achou como o mais poderoso, e sempre como um "gentleman driver", ou seja, um amador muito veloz, e que prestigiou o seu país lá fora.

Max Cohen-Olivar morreu esta segunda-feira, aos 73 anos. Ars longa, vita brevis.

Youtube Motorsport IndyCar: A volta da pole de Ed Carpenter

Ed Carpenter é o poleman para a edição numero 102 das 500 Milhas de Indianápolis. O piloto-chefe de equipa conseguiu ser o mais veloz na Pole Day, e aos 37 anos, vai largar pela terceira vez do primeiro posto, depois de o ter conseguido em 2013 e 2014. Nada mau para quem corre apenas em ovais...

Assim sendo, eis a volta que lhe deu o primeiro lugar, filmado das tribunas. 

O regresso do Dakar a África?

As dificuldades da organização do Rali Dakar em fazer um percurso extensivo para a edição de 2019 - que vai ser totalmente em solo peruano - faz com que se fale cada vez mais no regresso a África a partir de 2020. Já se falou há uns tempos que representantes do governo argelino estiveram em Paris a falar com a Amaury sports Organization (ASO) e agora, esta terça-feira, a Autosport britânica fala de novo que a hipótese africana está em cima da mesa, algo que não acontece desde 2008.

Em declarações à Autosport britânica, Ettiéne Lavigne, o diretor da ASO, coloca essa chance. "Você pode imaginar que com o contexto deste ano, é uma necessidade para nós pensarmos noutros locais, porque não podemos continuar sofrendo com decisões dos quais não podemos controlar", disse. 

Lavigne fala sobre a decisão do governo chileno que decidiu à última da hora abdicar de receber o rali, o que fez adiar a decisão da organização em apresentar o rali por uma semana.

E a matéria não só confirma os contactos com o governo argelino, como também fala de contactos com os governos de Angola e Namíbia, no sentido de receber a prova no deserto do Kalahari. "Começamos a trabalhar há vários meses para construir contatos em outros países, como Argélia, Angola e Namíbia. Fizemos várias viagens à Argélia para nos reunirmos com os líderes políticos e sabemos que há uma disposição para organizar um evento deste tipo", contou.

"Todas as equipas e pilotos esperam todos os anos para ter um Dakar atraente e interessante. É por isso que você tem que pensar em outros países para as próximas edições", concluiu.

A Argélia era um dos países originais a receber o Dakar, entre 1979 e 1993, enquanto Angola e Namibia foram dois dos países onde o Dakar passou em 1992, quando decidiu ligar entre Paris e a Cidade do Cabo.

Youtube Motorsport Classic: Indianápolis 500, 1955


Muito do trabalho de qualidade dos filmes nos anos 40 e 50, especialmente os a cores, deviam-se a filmes pagos por empresas. E é neste caso do Perfect Circle, uma empresa de anéis de pistões para motor, que filmou a edição de 1955 das 500 Milhas de Indianápolis, quando a Speedway ainda tinha partes com tijolo, o famoso "Brickyard".

Numa corrida marcada pela vitória de Bob Swickert, a prova foi marcada pelo dominio e acidente mortal de Billy Vukovich, que vencer as duas edições anteriores da prova. O piloto, então com 36 anos, liderava a prova.

Uma coisa muito interessante: a prova contava... para o Mundial de Formula 1, algo do qual permaneceu durante uma década, de 1950 a 1960, e claro, só os americanos é que participavam nesta prova.